A humanidade está cada vez mais propensa ao adoecimento mental

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Márcio Neves, psicólogo

Foto por Jonathan Lessa

Momento oportuno para dizer: eu cresci. A idade de dezoito anos retrata o quanto acreditamos que somos capazes de nos lançarmos no mundo, vivenciando outras possibilidades que a maioridade permite, estabelecendo novas percepções e experimentações.

Assim, em dezoito anos, já quase duas décadas, o mundo passou por várias transformações, algumas imposições sociais foram questionadas, as relações homoafetivas já não são vistas como antes (mesmo que ainda exista um grande número de pessoas homofóbicas).

As tecnologias multiplicam-se a cada minuto e com elas novos crimes e comportamentos humanos. As mulheres tiveram grandes conquistas e estamos casando menos. A humanidade teve êxito em vários segmentos, contudo, estamos mais propensos ao adoecimento mental.

 “Dois mil e um, uma odisseia no espaço”: quando tudo começou, o que o homem planejou e sonhou, mas a realidade traçou outros caminhos e rompeu com o romantismo de um futuro que certamente poderia imitar a arte. Dez e oito, uma odisseia em nós mesmos, tempo para conceder uma análise interna e restabelecer a paz com o que não funcionou.

O que podemos aprender pós 18 anos? Somos construtores de futuro, contudo, as decisões são o aqui, o agora; compreendermos quais são as perspectivas que queremos reconectar e entendermos como faremos para não sermos similares aos velhos paradigmas, interpretar o presente e desenvolvermos novas alternativas em que cada um se torne um todo.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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