Agenesia dentária pode causar transtornos na adolescência

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Foto: Jonathan Lessa

Quando crianças, nossos dentes de leite nascem e depois vão sendo substituídos progressivamente pelos dentes permanentes. Até a idade média de 13 anos, ainda podemos ter trocas dentárias. Essa é a fisiologia normal do organismo. Em alguns casos, porém, a criança pode não possuir o germe de um ou mais dentes permanentes. Essa condição é chamada de agenesia dentária.

Conforme explana a ortodontista Aline Peçanha Roldi Guimarães, nesses casos a criança troca vários dentinhos, mas aqueles em que não existia o germe, a troca não acontece. “Assim, quando a criança chega na adolescência, os dentes de leite que não foram trocados se misturam conjuntamente com os dentes permanentes”, diz.

A especialista ressalta que quando há a necessidade de colocar aparelho ortodôntico para correção dos dentes na arcada, devido a problemas funcionais ou mesmos estéticos, e o paciente possui agenesia dentária, faz-se necessário um bom planejamento de cada caso em particular.

“Normalmente esses dentes de leite que não possuem o germe dentário, com o passar do tempo, podem ter uma reabsorção de suas raízes. Consequentemente, eles tendem a ficar com mobilidade, fazendo-se necessária a extração dos mesmos. Se isso ocorrer, deve-se fazer o preenchimento desse espaço para que a estética fique mais harmônica”, relata doutora Aline.

A ortodontista explica que após mensurar o tamanho para a colocação de um futuro dente permanente no local do dente perdido, bem como movimentações dentárias com o aparelho, é deixado o espaço necessário para o restabelecimento deste elemento. Outros passos do tratamento podem ser os provisórios dentários durante e após o uso do aparelho, remodelação óssea e gengival e por fim, implantes dentários e próteses sobre implante.

O novo dente a ser colocado deve ter o tamanho, altura, formato e tonalidade de acordo com os demais dentes da arcada, a fim de aparentar naturalidade. Com relação a remodelação gengival, a profissional enfatiza a importância da manutenção do seu nível para conferir um contorno satisfatório. “Por isso faz-se necessário um bom planejamento inicial de cada caso; para que na etapa de finalização protética do elemento dentário, este possa reestabelecer a função e a estética do dente no paciente o mais adequadamente possível”, expõe.

“Quando conseguimos visualizar todas estas nuances antes mesmo de iniciarmos qualquer tipo de tratamento, a tendência é que, seguindo uma técnica adequada de execução, levando em consideração os princípios biológicos e científicos, consigamos obter um trabalho final com um resultado de excelência”, completa doutora Aline.



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