Apraxia necessita de uma abordagem terapêutica diferenciada

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Foto: Erika Medeiros

Atualmente, o diagnóstico de Apraxia de Fala na Infância (AFI) já não é mais desconhecido no Brasil. Tudo devido a um trabalho em conjunto dos pais, Fonoaudiólogos, Neuropediatras, Fisioterapeutas, Neuropsicólogos e outros profissionais. Entretanto, ainda há espaço para falsos diagnósticos.

“Nem toda dificuldade na fala é apraxia. Cabe aos profissionais, principalmente ao fonoaudiólogo (profissional responsável pelo diagnóstico), a enorme responsabilidade no diagnóstico diferencial e na escolha do processo de reabilitação”, relata a fonoaudióloga Tais Nogueira dos Santos, da Fonocenter.

Segundo a profissional, o foco de discussão e pesquisas atuais estão na reabilitação. “Tem-se estudado sobre como tratar essas crianças para que seu pensamento seja exposto na fala. O processo de reabilitação adequado ainda é o principal fator para que o paciente evolua mais ou menos”, expõe.

A principal pergunta a ser feita, conforme aborda Tais, é: O que faz a terapia fonoaudiológica ser “diferente” para crianças com quadro de apraxia de fala? “Sabemos que Apraxia de Fala na Infância é um distúrbio motor neurológico, que se manifesta pela dificuldade ou pela incapacidade de planejar e programar a sequência rápida de movimentos envolvidos na produção da fala”, diz.

A fonoaudióloga explica que os articuladores como lábios, língua, palato mole (“céu da boca”), mandíbula, pregas vocais – e os músculos que movem estas estruturas – precisam ser ativados para se movimentarem na hora certa, na ordem certa, com a força adequada, para que as palavras sejam produzidas com precisão e clareza. “Nossa atuação como terapeutas é ajudar a criança a aprender como realizar esses movimentos, para produzir palavras e frases para se comunicar”, esclarece.

Ainda segundo a profissional, trata-se de um processo mais elaborado, de resposta mais lenta, com uma abordagem multissensorial e multidisciplinar. Porém, com resultados expressivos, principalmente, para a inclusão no meio social e aprendizagem escolar.

“Não há uma receita única no processo de reabilitação de todas as crianças com apraxia, mas reforço aqui que a fórmula do sucesso é: intervenção precoce + terapeutas qualificadas + pais atentos ao processo de reabilitação”, enfatiza.

A fonoaudióloga Taís Nogueira dos Santos atende na clínica Fonocenter, localizada na Rua Lauro Viana, 29, edifício El Shaday, Centro, Cachoeiro de Itapemirim. Telefones de contato: (28) 3521-7537/3036-3779/99950-1140.



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