Cada profissional tem funções indispensáveis no tratamento de TEA

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Foto: Erika Medeiros

Vários profissionais estão envolvidos no tratamento dos casos de TEA (Transtornos do Espectro do Autismo). Inicialmente, o neurologista ou o psiquiatra realizam o diagnóstico. Se necessário, inicia o tratamento medicamentoso, o qual atua em alguns sintomas, tais como agitação, déficit de atenção, estereotipias, agressividade, problemas de sono, ansiedade, irritabilidade e apatia.

“O fonoaudiólogo trabalha com um dos principais déficits do autista, que é o desenvolvimento da linguagem. Assim, a presença de um fonoaudiólogo na equipe de intervenção é indispensável. Essa intervenção, em alguns casos, se inicia até antes do diagnóstico ser dado, pois logo que a criança começa a demonstrar atraso na fala, já se começa o tratamento”, ressalta a fonoaudióloga Jakliny Leal Scarpi, da fonocenter.

Já o fisioterapeuta vem, nestes pacientes, contribuir para o desenvolvimento motor, ativação de áreas da concentração e integração social. O psicólogo, por sua vez, é um dos profissionais capacitados a estimular o autista a se integrar melhor com o meio ambiente e com as pessoas. Ele orienta, ainda, as pessoas que convivem com o autista sobre como agir e também ajudar na melhora da qualidade vida e do desenvolvimento da criança.

Jakliny explica que a equoterapia (terapia com cavalos) estimula o fortalecimento de habilidades sociais e do vínculo afetivo. Também proporciona um contato único com a natureza. Essas experiências sensoriais novas ajudam a dessensibilizar algumas questões sensoriais.

A escola inclusiva, de acordo com a profissional, é um importante fator para o relacionamento social e desenvolvimento das habilidades de todos os educandos, principalmente os autistas. Fazendo parte, também, os pedagogos e psicopedagogos.

“Os pais e cuidadores também são essenciais na intervenção, afinal, são eles que estarão dando a estimulação adequada no dia-a-dia da criança. Através de orientação, irão lidar da melhor forma possível nas atividades cotidianas e nos momentos livres, visando autonomia, comunicação, interação social e novos aprendizados”, elucida.

A fonoaudióloga salienta que muitos outros profissionais podem acabar fazendo parte desta equipe de intervenção em algum momento, dependendo das necessidades de cada caso. “O importante é que esta equipe seja parceira, mantenha contato frequente e atue de forma coesa em direção a uma meta comum: o desenvolvimento e a melhora na qualidade de vida da criança com TEA e sua família”, conclui.

A fonoaudióloga Jakliny Leal Scarpi atende na clínica Fonocenter, localizada na Rua Lauro Viana, 29, edifício El Shaday, Centro, Cachoeiro de Itapemirim. Telefones de contato: (28) 3521-7537/3036-3779/99950-1140.



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