Campanha alerta para prevenção e diagnóstico do câncer de mama

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Considerado o mais frequente no mundo e no Brasil, o câncer de mama representa 28% dos casos novos de neoplasias malignas. Sua maior incidência é em mulheres a partir dos 50 anos, sendo pouco comum ocorrer abaixo dos 35 anos. 60 mil novos casos são estimados para o ano de 2018, com 14.400 mortes. Vale ressaltar que o risco de uma mulher desenvolver a doença é de 7% em toda a sua vida. Essa porcentagem, porém, pode dobrar ou se multiplicar na presença de alguns fatores de risco.

O mastologista e cirurgião oncológico Anderson Magalhães Zerbone explica que as mulheres devem iniciar suas visitas médicas para a realização de um exame clínico das mamas e mamografias a partir dos 40 anos de idade. “Os exames de imagens são indicados de forma individualizada, dependendo do grupo de risco”, informa.

Segundo o especialista, a orientação atual é que a mulher faça a observação e a auto palpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal. “O autoexame das mamas vem perdendo a importância na detecção precoce do câncer, pois dessa forma ele é detectado ao redor de dois centímetros; quando se faz mamografia preventiva, por outro lado, as lesões são identificadas ainda subclínicas e não palpáveis”, esclarece.

Falando sobre os sinais do câncer de mama, doutor Anderson alerta para a presença de nódulo ou caroço na mama, nas axilas ou no pescoço; retração da mama ou da papila; saída de secreção pela papila; vermelhidão da pele da mama ou mama com a pele em casca de laranja. “A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que significa conhecer o que é normal em seu corpo e quais as alterações consideradas suspeitas de câncer de mama, é fundamental para a detecção da doença”, argumenta.

Conforme salienta o médico, estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. “Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama”, revela o mastologista e cirurgião oncológico, acrescentando que a amamentação também é considerada um fator protetor.

“O tratamento cirúrgico do câncer de mama vem se adaptando às novas formas de apresentação da doença. São lesões mais precoces, muitas ainda microscópicas, o que torna a cirurgia minimamente invasiva, sem esvaziamento axilar e com resultados estéticos muito bons. E o mais importante: com alto índice de curabilidade. Em casos de nódulos não palpáveis, em torno de um centímetro, as chances de cura são maiores que 90%”, explana o especialista.

#todoscontraocâncer

 “As campanhas de conscientização e participações populares como a Outubro Rosa têm uma grande importância social para estimular as mulheres e os órgãos públicos a realizarem exames preventivos no intuito de detecção precoce e conhecimento do câncer de mama. A principal arma contra o câncer é conhecer e desmistificar essa doença”

O Instituto de Oncologia Sul Capixaba (IOSC) está localizado na avenida Lacerda de Aguiar, 25, Gilberto Machado – Cachoeiro de Itapemirim – ES. Fone/Fax: 28 3521-1219. Site: www.iosc.com.br

Foto: Erika Medeiros



A revista Viver! é publicada mensalmente há mais de 17 anos com circulação no Espírito Santo. Trata-se de uma das mais importantes revistas de saúde do Brasil, com centenas de especialistas em prol do dilema "Informação que faz bem".


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