Câncer de útero representa 3% das neoplasias malignas femininas

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Dr. Anderson Zerbone

Recentemente a apresentadora global Fátima Bernardes descobriu, aos 58 anos, um câncer de útero em estágio inicial ao realizar exames de rotina. Mais comum em mulheres após a quinta década de vida e que já se encontram na menopausa, a doença representa 3% das neoplasias malignas femininas. 6.540 novos casos foram estimados para o ano de 2020.

“O útero é um órgão muscular onde o feto se desenvolve; se divide em corpo uterino e colo uterino”, explica o mastologista e cirurgião oncológico Anderson Magalhães Zerbone. “O colo uterino ou cérvice uterino está localizado no fundo da vagina, uma área bastante sensível e exposta aos riscos de doenças relacionadas ao sexo, onde surge o câncer de colo uterino”, relata.

Segundo doutor Anderson, o câncer de colo de útero é uma doença muito incidente na região norte e nordeste do Brasil, está relacionada com multiparidade e é causada pelo vírus do HPV. Representa 7% das neoplasias femininas e oferece alto índice de mortalidade. Já o câncer de endométrio, conforme explana o especialista, é a doença neoplásica mais comum do corpo uterino. Surge na camada interna do útero.
Os principais fatores de risco do câncer de endométrio, conforme salienta o médico, são a obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial e uso de estrógeno. As principais medidas de proteção são manter o peso corporal saudável e praticar atividade física. “O sinal mais comum é o sangramento vaginal fora do período menstrual. Qualquer sangramento vaginal em mulheres que já se encontram na menopausa é suspeito”, aponta.
De acordo com o especialista, o diagnóstico é feito através da história clínica e exame físico da paciente – ultrassonografia transvaginal/histeroscopia e biopsia do endométrio. “O tratamento inicialmente é cirúrgico e se chama histerectomia ampliada. Algumas mulheres não precisarão de tratamento complementar, mas outras, dependendo do estadiamento, precisarão de radioterapia e quimioterapia”, conclui.

 



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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