Cuidados que pacientes oncológicos devem ter durante a pandemia

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Em meio ao grupo de risco do Covid-19 se encontram os pacientes oncológicos. Isso porque costumam ter uma queda na imunidade por conta de tratamentos, como quimioterapia, cortisona, transfusões de sangue e radioterapia. “Por isso, esses pacientes ficam mais vulneráveis no caso de uma infecção pelo Coronavírus e podem ter uma evolução mais agressiva da doença”, explica doutora Sabina Aleixo, oncologista no IOSC (Instituto de Oncologia Sul capixaba) e HECI (Hospital Evangélico de Cachoeiro).

Entre os pacientes oncológicos, a especialista esclarece que há um risco maior para aqueles com cânceres no sangue (como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo), que passaram por transplante de medula óssea ou que estão em tratamento com quimioterapia. “Não se trata de um aumento do risco de contrair o vírus, como alguns falam, mas se forem contaminados eles poderão ter os quadros mais graves da doença”, ressalta.

Dessa forma, pessoas em tratamento de câncer precisam estar bem atentas às medidas preventivas. De acordo com a médica, é fundamental evitar contato com qualquer pessoa que tenha sintomas gripais e/ou esteja em investigação para possível infecção pela Covid-19. Evitar ambientes fechados e principalmente aglomerações.
“Também é importante evitar contato físico, como cumprimentar com beijos e abraços, mantendo o distanciamento de no mínimo 1 metro de outras pessoas”, reforça doutora Sabina. “Visitas hospitalares devem se restringir àquelas estritamente necessárias. Higienizar regularmente as mãos com álcool em gel 70% por 20 a 30 segundos ou lavá-la com água e sabão por 40 a 60 segundos. Muito importante evitar tocar nos olhos, nariz e boca”, frisa.

 

Não interrompa seu tratamento
Conforme destaca doutora Sabina, a recomendação das sociedade médicas e governamentais é que o tratamento oncológico – principalmente de quimioterapia e radioterapia – não deve ser interrompido, pois isso significaria a diminuição das chances de cura e de controle da doença de muitos doentes. “Claro que em casos específicos o número de atendimento presenciais pode ser reduzido; consultas de seguimento (que servem para acompanhar a evolução da pessoa após o término do tratamento) podem ser reagendadas. O mesmo vale para as consultas de hormonioterapia, voltadas para tumores de mama e próstata. Assim, o paciente circula menos, ficando menos suscetível à infecção pelo vírus”, expõe a oncologista.

 

Foto por Jonathan Lessa



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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