Dezembro laranja chama a atenção para prevenção ao câncer de pele

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O mastologista e cirurgião oncológico Anderson Zerbone

Criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, a campanha Dezembro Laranja tem o objetivo de conscientizar sobre os riscos do câncer de pele, a importância da fotoproteção e de observar os sinais de alerta. “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”: esta é a mensagem central da campanha de 2021. Conforme salienta o mastologista e cirurgião oncológico Anderson Zerbone, o câncer de pele não melanoma é a neoplasia maligna mais incidente na população. “Sendo a pele o maior órgão do corpo humano e aquele mais exposto à ação do meio ambiente, explica-se a alta incidência”, revela.
O especialista explica que o câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (o mais comum e também o menos agressivo) e o carcinoma epidermoide. “A estimativa de casos no Brasil é de 177 mil em 2020, com uma mortalidade de 2.600 casos, fazendo dessa neoplasia a com menor índice de mortalidade”, elucida. “Podemos explicar pelo fato de ser uma doença tratada precocemente, pois o próprio paciente vê a lesão e procura atendimento médico”, diz.
Falando sobre as causas do câncer de pele, doutor Anderson enumera: Exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioletas – UV), principalmente na infância e adolescência; ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino; ter história familiar ou pessoal de câncer de pele. Outros fatores de risco incluem indivíduos com sistema imune debilitado e exposição à radiação artificial.

Mais comum em pessoas com mais de 40 anos, o câncer de pele é raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo, de acordo com o cirurgião oncológico. Sobre os sintomas e sinais, o médico relata que ocorrem principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas. “Apresentam-se como manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, bem como feridas que não cicatrizam em até quatro semanas, que devem ser vistas pelo médico”, alerta.

Doutor Anderson ressalta que a cirurgia é o tratamento mais indicado, tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide. Eventualmente, pode-se associar a radioterapia à cirurgia. “A terapia fotodinâmica (uso de um creme fotossensível e posterior aplicação de uma fonte de luz) é uma opção terapêutica para a ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele), carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermoide “in situ” (Doença de Bowen)”, finaliza.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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