Em suspeita de dificuldade na comunicação, deve-se procurar o fonoaudiólogo

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Renata Dávila Bandeira é Fonoaudióloga formada pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), possui Título de Especialista em Fonoaudiologia Neurofuncional, Motricidade Orofacial, Disfagia, Voz e Fonoaudiologia do Trabalho. Atua na reabilitação fonoaudiológica de crianças, adultos e idosos que apresentem alterações na deglutição, fala, voz, audição e linguagem. Tendo ou não distúrbios neurológicos relacionados a eles. Foto por Erika Medeiros

Por transtorno da comunicação, podemos entender qualquer dificuldade, atraso ou alteração no desenvolvimento de habilidades comunicativas. Esse tipo de transtorno, de acordo com a fonoaudióloga Renata Bandeira, pode estar presente em crianças, adultos e idosos, ter diferentes causas e trazer prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional.

“Nos adultos, por exemplo, é comum que a comunicação esteja alterada em decorrência de uma lesão no sistema nervoso, como nos casos de: tumores cerebrais, doenças neurodegenerativas, acidente vascular cerebral (AVC) e os traumatismos cranioencefálicos (TCE)”, revela.

Na criança, Renata explica que os transtornos da comunicação podem estar associados também a essas causas, mas não param por aí. Nesse caso, é muito mais comum que eles sejam parte de um quadro maior, que conhecemos como transtornos do neurodesenvolvimento. Esses podem ser entendidos como déficits no desenvolvimento e alguns exemplos muito conhecidos são: transtorno do espectro do Autismo (TEA) e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

“Outra possibilidade são os transtornos da comunicação primários (que não estão associados a diagnósticos complementares) e os não especificados. Dentre eles, os quais: transtorno da fala simples (Dislalias – dificuldade persistente para produção da fala, que impede ou dificulta a comunicação verbal com dificuldades na produção dos sons), as Apraxias de fala na infância, transtorno da linguagem (dificuldades de compreensão ou expressão da linguagem), transtorno da comunicação social (dificuldades persistentes no uso social da comunicação verbal e não verbal) e o transtorno da fluência com início na Infância (Gagueira)”, enumera a fonoaudióloga.

Portanto – salienta a profissional -, nem todas as crianças com alterações na comunicação apresentarão as mesmas características ou dificuldades. As manifestações são variáveis e, por essa razão, representam diagnósticos diferentes.

“O diagnóstico dos transtornos da comunicação é de responsabilidade do fonoaudiólogo. Para isso, é fundamental que, em qualquer suspeita de dificuldade na comunicação, seja procurado este profissional, pois ele conhece todos os critérios diagnósticos relacionados a cada categoria descrita acima e utiliza as ferramentas necessárias, como protocolos e escalas específicas, com o objetivo de chegar a um diagnóstico preciso e fornecer intervenção adequada caso seja necessária”, orienta Renata.

A Fonocenter – Fonoaudiologia Avançada está localizada na Rua 25 de Março, 33, 6º andar – salas 612/613 – Shopping Cachoeiro. Telefones: 28 3521-7537 e 99950-1140 (WhatsApp).



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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