Fonoaudióloga fala sobre prevenção e diagnóstico da surdez

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A fonoaudióloga Natalia Poleto Carvalho – Foto por Erika Medeiros

10 de novembro foi a data escolhida como o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, condição que afeta aproximadamente 5,8 milhões de brasileiros. A fonoaudióloga Natalia Poleto Carvalho, da Policlínica Gente (Hifa) explica que surdez indica a ausência ou perda total da capacidade de ouvir em um ou ambos os ouvidos. Já a perda auditiva, por sua vez, é a redução da capacidade de escutar os sons, que pode ser caracterizada pelos níveis leve, moderado, moderadamente severo, severo e profundo.

Obrigatório nas maternidades para todos os bebês, o teste da orelhinha é fundamental para o diagnóstico precoce de problemas auditivos. A obrigatoriedade se dá devido à grande importância que a audição tem para o desenvolvimento da linguagem e da fala. “Quando a perda auditiva é detectada precocemente e o tratamento/reabilitação é iniciado o mais rápido possível, a criança pode aprender sem muitos atrasos e dificuldades”, ressalta.

No caso de crianças maiores e adultos, o exame para detecção de perda auditiva é a audiometria. Conforme elucida a fonoaudióloga, o exame auditivo é sempre um aliado para o tratamento de crianças com atrasos na fala e/ou linguagem, dificuldades escolares, dores e infeções de ouvido. “Em adultos, alguns sintomas que são importantes para realizar a audiometria são: zumbido, dor em região do ouvido, dificuldade para entender a conversação e perceber que está precisando aumentar o volume da televisão, por exemplo”, alerta.

Audição saudável

– Evite a exposição a sons intensos (incluindo fones de ouvido);

– Não faça uso de cotonete e outros objetos para retirar cera ou coçar o ouvido;

– Evite a automedicação. Trate as infecções de ouvido de forma adequada com o médico otorrinolaringologista;

– Em ambiente de trabalho com exposição a ruídos é necessário o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPI).



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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