Intervenção multidisciplinar é essencial em crianças com autismo

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Foto por Erika Medeiros

No dia 2 de abril foi celebrado o Dia Mundial do Autismo. Um assunto anteriormente desconhecido, atualmente o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido desmistificado, ganhando cada dia mais visibilidade, inclusive nas mídias sociais, com filmes, séries e programas abordando o tema. Vale lembrar, porém, que muitas pesquisas ainda precisam ser realizadas, devido a vários questionamentos e comportamentos que permeiam esse distúrbio.

“O TEA é um distúrbio global e precoce do neurodesenvolvimento. Ele altera as capacidades do indivíduo de interagir com o meio, por afetar três áreas importantes do desenvolvimento de uma pessoa: a comunicação, a socialização e o comportamento. Pode se apresentar em níveis diferentes de comprometimento, por isso o nome espectro”, explica a fonoaudióloga Tais Nogueira, da clínica Fonocenter.

Segundo a profissional, ainda não existe um exame laboratorial capaz de confirmar uma hipótese diagnóstica de autismo. “O que se pode realizar é uma análise de características clínicas com utilização de protocolos padronizados internacionalmente. Além de uma avaliação de uma equipe multidisciplinar, com fonoaudiólogos, neuropediatras e psicólogos, onde se investiga as causas relacionadas ao comportamento autista, tais como Síndrome do Cromossomo X Frágil, déficits auditivos, visuais, apraxia de fala e outras síndromes genéticas”, revela.

A fonoaudióloga esclarece que as avaliações específicas investigam e avaliam, possibilitando mapear perfis de habilidades e inabilidades cognitivas de modo a completar o diagnóstico clínico. Assim, auxiliam no planejamento de intervenções adequadas a cada caso.

“A evolução do quadro clínico é muito diversificada, e o que se pode afirmar é que a grande maioria das crianças progride com a dinâmica das terapias intensivas e com técnicas especificas. Na fonoaudiologia temos: ABA, Plushand, Métodos dos Dedinhos, Multigestos, entre outros. O que possibilita resultados com evoluções excelentes dos desenvolvimentos das crianças acompanhadas, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente”, revela Tais.

Quanto mais cedo for identificado o transtorno – ressalta a profissional – mais as técnicas terapêuticas e pedagógicas deixarão a criança próxima da autonomia nas atividades diárias. “É importante lembrar que somente em casos mais severos o autismo é incapacitante. Reforço, ainda, que o dia foi criado para conscientização de todos, consequentemente, o respeito é fundamental”, completa.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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