No verão, o número de pessoas com “pedras nos rins” cresce 30%

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Foto: Erika Medeiros

Urologistas alertam para o aumento em 30% dos casos de cálculo renal durante o verão. As principais causas dessa incidência aumentada são o intenso calor e a maior perda de líquidos corporais pelo suor e desidratação, que aumentam a concentração de sais na urina provocando a formação das “pedras nos rins”.

Segundo o urologista Hernane Schwartz, essa formação de cálculos é três vezes mais comum em homens do que em mulheres, e ocorre principalmente em jovens entre 20 e 40 anos que tenham predisposição genética. “Além das altas temperaturas, fatores genéticos, hipertensão, obesidade e os hábitos alimentares têm influência direta”, revela.

Outro fator de risco para o cálculo renal, de acordo com o especialista, é o excesso na ingestão de proteínas e aminoácidos, comum em academias de musculação. O uso abusivo de alimentos com sal, alimentos com conservantes e comidas diet também são causas importantes. “Entretanto, de todos os fatores, o principal é a ingestão de pouco líquido. Sendo assim, somente a questão genética não pode ser evitada. Um estilo de vida saudável pode ajudar na prevenção da doença”, ressalta.

Conforme salienta o médico, as intensas dores provocadas pelos cálculos em geral são o ponto de partida para a detecção do problema. A cólica lombar com irradiação para a parte lateral e anterior do abdome, associada a náuseas e saída de sangue na urina, abrangem o quadro clássico. Alguns outros sinais indiretos podem ser detectados pelo especialista e nem sempre o paciente tem tantos sintomas.

Falando sobre o diagnóstico, doutor Hernane explica que para investigar o tipo de cálculo e o local em que está localizado, o médico solicita uma ultrassonografia e raio-x como exame inicial. Porém, uma tomografia computadorizada é um recurso que vem sendo a cada dia mais utilizado. 

Sobre o tratamento, o urologista esclarece que pode variar de acordo com a localização e tamanho do cálculo. “Quando é pequena, a pedra costuma ser expelida naturalmente ou com ajuda de algumas medicações, porém, a partir de seis milímetros costuma exigir procedimento cirúrgico. A técnica utilizada geralmente é endoscópica, através dos canais das vias urinárias, com aparelho de vídeo e laser para fragmentar a pedra. Outra opção é a litotripsia extracorpórea ou percutânea, para cálculos maiores”, explana.

Saiba se prevenir

– Alimentação balanceada com frutas verduras e legumes, diminuição do sal e constante reposição de líquidos (cerca de 2 litros de água ao dia e sucos de frutas cítricas) são fundamentais;

– Fique atento à coloração da sua urina (quanto mais transparente, melhor);

– Frutos do mar, muito consumidos no verão, contêm altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais;

– Nos casos de dores e cólicas renais, os pacientes com cálculos devem procurar o urologista para tratar sua dor e evitar infecções graves de forma correta.



A revista Viver! é publicada mensalmente há mais de 17 anos com circulação no Espírito Santo. Trata-se de uma das mais importantes revistas de saúde do Brasil, com centenas de especialistas em prol do dilema "Informação que faz bem".


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