Osteocondrite dissecante deve ser tratada precocemente

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Dr. Vinicios Barreto – Foto por Erika Medeiros

A osteocondrite dissecante (OCD) é um processo patológico que atinge o osso subcondral do joelho. Acomete comumente crianças, adolescentes e adultos jovens, com efeitos secundários sobre a cartilagem articular. Dor, edema, possível formação de corpos livres e sintomas mecânicos, inclusive bloqueio articular, estão entre os sinais da doença ortopédica. “Várias hipóteses são propostas quanto à etiologia da OCD, incluindo trauma, isquemia, fatores genéticos e endócrinos”, respalda o ortopedista Vinícios Barreto, do Instituto do Joelho.

Com relação ao diagnóstico, doutor Vinícios esclarece que é realizado através da história, do exame físico, exames de imagem (em especial a Ressonância Magnética) e a artroscopia. “Estes são importantes para o diagnóstico e manuseio precoce, conservador ou cirúrgico do processo, no sentido da preservação da cartilagem e da congruência articular”, expõe.

“A história natural da OCD não tratada não está bem definida, inclusive com relação à evolução para artropatia degenerativa. Admite-se que a patologia tenha maior tendência à resolução, em especial para os pacientes mais jovens”, ressalta o especialista. “As opções de tratamento variam conforme as lesões sejam estáveis, instáveis, viáveis e inviáveis e os métodos podem ser conservadores ou cirúrgicos”, informa.

O médico salienta ainda que o sucesso do tratamento conservador – resolução do processo – ocorre mais frequentemente antes do fechamento da fise. As lesões estáveis têm prognóstico melhor. “A cirurgia estará indicada nos casos em que o tratamento conservador falhar e para os casos de lesões instáveis ou deslocadas. As opções cirúrgicas incluem: remoção simples do fragmento ou eventual corpo livre, perfurações simples do osso subcondral (drilling), fixação do fragmento, microfratura, autoenxerto osteocondral, aloenxerto e implante autólogo de condrócitos”, relata. Nos primeiros sintomas, não deixe de procurar um ortopedista!



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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