Saiba quais são as opções no tratamento da perda auditiva

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Considera-se como surdez a dificuldade ou impossibilidade em ouvir o som, seja temporária ou permanentemente. Assim, as classificações variam de acordo com o nível ou tipo de perda auditiva. A avaliação otorrinolaringológica, os exames complementares diagnósticos como história clínica, estudo genético, audiometrias clínicas, otoemissões acústicas, ressonância magnética e diversos outros recursos complementares diagnósticos são essenciais.

Além disso, de acordo com a otorrinolaringologista Maria Cristina Campos, o trabalho fonoaudiológico, psicológico e pedagógico são arsenais indispensáveis, sendo cada recurso utilizado na sua necessidade clínica. “O distúrbio auditivo pode acometer pessoas em qualquer idade e por diversas causas. No recém-nascido, podemos ter causa genética, infecciosa (rubéola, doenças infecto-contagiosas), hipoxia neonatal (baixa oxigenação ao nascer), prematuridade, permanência em UTIN, icterícia, entre outras”, relata.

Doutora Maria Cristina ressalta que é de grande importância a avaliação para diagnóstico precoce, através do teste da orelhinha, de preferência até o primeiro mês de nascimento. “Dessa forma podemos antecipar abordagens que farão diferença no desenvolvimento global do indivíduo, seja com protetização auditiva (aparelhos audivitos), ou com o implante coclear (ouvido biônico)”, diz.

As causas tardias de surdez, por sua vez, são diversas. Segundo a especialista, pode ser familiar (otoespongiose), por uso de medicamentos ototóxicos, infecções crônicas, traumas, exposição à ruído sem proteção adequada (trabalho ou fones de ouvido muito altos), entre outras. “Outro grupo importante é o da surdez por idade (presbiacusia), comum em algumas famílias. Esses pacientes evoluem de forma gradativa, aumentando o volume da TV, pedindo para repetir falas e entendendo de forma inadequada o que foi dito, por exemplo”, explana.

Valorizar esses sintomas, conforme salienta a médica, bem como encaminhar o paciente para avaliação com otorrino, é fundamental. “Alguns casos podem se tratar de uma surdez transitória por acúmulo de cerúmen, que quando removido resolve o problema. Não sendo, a conduta adequada evitará que o indivíduo se isole e caminhe para o quadro depressivo”, explana. “Na audição temos a comunicação. No comprometimento desse sentido, vamos utilizar todos os recursos técnicos disponíveis e possíveis para resgatá-lo”, conclui.

Língua de Sinais

Na ausência da possibilidade de resgatar a audição, existem outras formas de valorizar a comunicação – ressalta doutora Maria Cristina. Sendo ela através de próteses auditivas, implantes cocleares, utilizando a leitura labial ou a Língua de Sinais. A Libras é considerada a forma de comunicação na qual o surdo profundo vê-se incluído na sociedade, se fazendo entender, desenvolvendo suas habilidades e mostrando sua capacidade de comunicação.

Foto por Jonathan Lessa



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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