Setembro vermelho alerta sobre cuidados com o coração

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Em 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração. O mês é chamado de “Setembro Vermelho”, como alerta para doenças cardiovasculares. Um estudo do Ministério da Saúde revelou que os homens vivem em média sete anos menos que as mulheres. A principal causa de morte no sexo masculino são as doenças cardiovasculares.

O cardiologista Marcelo Maia ressalta que a incidência de doenças cardiovasculares, assim como as mortes por essas doenças, estão entres as mais prevalentes na nossa população. “Isso tem relação com a etnia, sexo, idade, presença dos chamados fatores de risco e condições socioeconômicas”, explica. Apesar de alta, essa incidência tem diminuído – conforme elucida doutor Marcelo – principalmente pelo acesso às políticas de prevenção e informação da população. No que tange aos fatores de risco, o especialista destaca a predisposição genética, idade, sedentarismo, aumento de peso, presença de hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia (distúrbios relacionados a colesterol e triglicerídeos), tabagismo, entre outros.

“Apesar de mulheres jovens terem uma maior proteção por efeitos hormonais, isso se perde com a idade e qualquer indivíduo está sujeito a essas doenças, que se manifestam em órgãos como coração, aorta, circulação periférica, cérebro e rins”, revela o cardiologista.

No caso do infarto, o especialista relata que a principal manifestação clínica é a dor no peito, que pode ser iniciada em repouso ou desencadeada por atividade física de intensidade crescente. Eventualmente é irradiada para o dorso, o braço esquerdo e a mandíbula. “Outros sintomas podem se associar à dor como, por exemplo, a sudorese fria, palidez, náuseas e vômitos”, informa.

Conforme enfatiza doutor Marcelo, quanto mais rápido o atendimento, o diagnóstico e o início do tratamento, melhor a evolução clínica e menor a possibilidade de complicações. “Com o avançar da idade e a presença de mais de um fator de risco, esses indivíduos devem procurar um cardiologista e ser avaliados para a estratificação do risco cardiovascular (risco atual e para os próximos dez anos)”, aponta.

Vale ressaltar que apesar da avaliação médica e a realização de exames complementares, a principal coisa a ser feita é a prevenção. “Os indivíduos devem ser encorajados a ter uma vida mais saudável, uma alimentação mais equilibrada, atividade física regular e serem incentivados à interromper o tabagismo”, expõe o cardiologista.

Foto: Jonathan Lessa



A revista Viver! é publicada mensalmente há mais de 17 anos com circulação no Espírito Santo. Trata-se de uma das mais importantes revistas de saúde do Brasil, com centenas de especialistas em prol do dilema "Informação que faz bem".


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