Como diminuir os danos causados pelas mochilas escolares?

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O ortopedista Luciano Brasil – Foto por Erika Medeiros

Acessório extremamente útil para os estudantes, a mochila escolar é uma forma prática de levar os materiais necessários para a rotina de estudos. Entretanto, se utilizada de maneira inadequada, a mochila pode apresentar riscos à saúde. Levar uma grande quantidade de materiais, tornando-a pesada e difícil de carregar, além de utilizá-la com apenas uma das alças sobrecarregando apenas um lado do corpo, são exemplos de atitudes que podem ocasionar danos ortopédicos ao estudante.

Mas, afinal, como diminuir os danos causados pelas mochilas escolares? Segundo o ortopedista Luciano Brasil, da clínica Ortotrauma, essa é uma dúvida muito comum. “Aqui vão algumas dicas: Fique atento ao peso e ao modelo – o peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso da criança; materiais escolares mais pesados devem ser colocados no centro e próximo às costas; escolha mochilas de alças acolchoadas, firmes e reguláveis, com largura mínima de quatro centímetros”, orienta.

Além disso, conforme explana o especialista, modelos com cinto abdominal ajudam a equilibrar o peso. Mochilas pesadas podem causar dores e lesões. “Ao projetar o pescoço para frente, os ligamentos são pressionados, causando dores; nos ombros, o peso pode sobrecarregar as articulações e os músculos; quanto à coluna lombar e o quadril, a inclinação para compensar o peso da mochila resulta em dores nessas regiões; nos joelhos, a mudança de postura ao caminhar pode ocasionar dores”, alerta.

Como escolher?

– Para escolher a melhor mochila, atente-se aos materiais: prefira mochilas feitas especialmente para crianças, pois possuem material mais leve;

– O comprimento deve ser do tamanho do tronco da criança. A parte inferior deve ficar até cinco centímetros abaixo da linha da cintura;

– Junto ao corpo: o espaço entre a mochila e o corpo da criança deve ser mínimo.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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