Veja os sintomas do refluxo faringo laríngeo e procure um especialista

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Se você tem o costume de comer rápido sem mastigar corretamente, ou de dormir logo após a refeição, cuidado! Tratam-se de dois fatores de risco para o desenvolvimento do Refluxo faringo-laríngeo. O problema, de acordo com o otorrinolaringologista Alexandre Peçanha Roldi, acontece quando o ácido do estômago entra em contato com as estruturas da laringe.

Entre os sintomas do refluxo, doutor Alexandre cita tosse seca principalmente ao deitar, pigarro, alterações na voz e dor de garganta recorrente. “Não é necessário ter todos os sintomas, o indivíduo pode apresentar vários sintomas ou apenas um. Por isso é necessária a avaliação médica para chegar ao diagnóstico”, explica o especialista, acrescentando que para ser refluxo é preciso que o quadro seja recorrente, ou seja, num período de 15 dias ou mais.

Segundo o médico, a agressão do ácido ao tecido da via aérea ocorre em questão de segundos, tempo suficiente para causar danos à laringe, como edema e irritação, podendo alterar a corda vocal e a dicção da pessoa. Além disso, o refluxo pode acometer também o nariz e os seios paranasais, podendo ocasionar em sinusite, otite, rinite inflamatória e outros problemas.

Comer sem mastigar bem os alimentos, uso de medicamentos como betabloqueadores, antidepressivos, antipsicóticos, suplementos de cálcio, anti-inflamatório e alguns analgésicos, são fatores de risco para o surgimento do refluxo – revela o otorrinolaringologista. “Ingerir pouca água também é prejudicial, fazendo com que a saliva fique espessa e deixe de neutralizar a secreção ácida. Deve-se beber dois litros por dia, no mínimo. Além disso, conforme já mencionado, deitar-se logo após a refeição não é recomendado, o ideal é esperar pelo menos duas horas”, orienta.

Para fazer o diagnóstico de refluxo faringo-laríngeo, o especialista solicita um exame chamado videolaringoscopia. “O exame consiste na entrada de um endoscópio, que avalia as estruturas entrando pela boca; normalmente é realizado com anestesia spray e o paciente acordado. A partir daí conseguimos ver as estruturas da laringe e da faringe, observando sinais indiretos que associados à história clínica do paciente podem indicar um quadro de RFL”, expõe doutor Alexandre. Se necessário, outros exames complementares são solicitados.

Com relação ao tratamento, o especialista explica que é medicamentoso e com medidas comportamentais e dietéticas. “O interessante é manter a dieta de uma forma equilibrada para o resto da vida, reduzindo a quantidade de alimentos como cafeína, chocolate, chá preto, refrigerante, energéticos e bebidas alcoólicas, entre outros. O objetivo dos medicamentos utilizados é o aceleramento da digestão, além de atuarem como filmes de proteção das vias aéreas superiores”, respalda o otorrinolaringologista.

 (foto: Jonathan Lessa)



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