Diminua o risco de lesões no esporte mais praticado no Brasil

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O futebol é o esporte mais praticado em nosso país e o número de adeptos é grande. Com isso, surgem as lesões, que podem acontecer por diversos fatores. Por ser um esporte de contato, o trauma direto corresponde por 10% a 23% dos casos. O preparo físico também interfere. “O atleta que treina em excesso, dorme pouco, tem sono não repousante, não se alimenta bem ou mesmo que faz ou fez uso de anabolizantes é o mais propenso a ter problemas”, afirma o ortopedista Luciano Brasil, da clínica Ortotrauma.

O especialista explica que o aquecimento e alongamento, antes do exercício, são vitais para evitar lesões. As regiões mais afetadas são o tornozelo e o joelho, sendo as lesões ligamentares mais frequentes. De acordo com o médico, no joelho as lesões tendem a ser mais graves e exigem um afastamento das atividades mais prolongado, assim como cirurgias.

Também muito prevalentes, conforme salienta doutor Luciano, são as lesões musculares. “A melhor maneira de proteger cada uma dessas áreas é fortalecer a musculatura, alongar, aquecer e, principalmente, nunca jogar quando estiver cansado. E, durante os jogos, nunca dispensar equipamentos como uma tornozeleira e uma caneleira”, orienta.

O ortopedista reforça que os equipamentos de proteção como joelheiras e tornozeleiras possuem um papel fundamental na prevenção de lesões, minimizando um pouco as chances de acidente. “Os equipamentos também ajudam quem já sofreu algum acidente e, mesmo assim, insiste em jogar”, diz.

Ainda segundo o especialista, o aumento de peso favorece o risco de lesões, porque sobrecarrega as articulações, além de aumentar as chances de um problema cardiovascular. “O início da prática de atividades físicas deve ser sempre precedido de uma consulta médica – seja com o cardiologista e/ou o ortopedista – e supervisionada pelo educador físico”, ressalta.

 

O ortopedista Luciano Brasil

Foto por Jonathan Lessa



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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