Reconheça os sintomas da reação alérgica a medicamentos

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Estima-se que até 12% da população já tenha apresentado alguma reação após o uso de um medicamento, e mais de 90% delas se manifestam na pele. “A alergia a medicamento pode acometer qualquer indivíduo, mas é mais comum em adultos e idosos. Pessoas com determinadas doenças, como o HIV, apresentam um risco maior de desenvolver reações a medicamentos”, revela a médica alergista e imunologista Carolina Pennaforte.

Segundo doutora Carolina, em primeiro lugar na lista de medicamentos que podem causar reações estão os analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais – provavelmente por serem as medicações mais utilizadas e sem orientação médica -, seguidos dos antibióticos. Para descobrir se você tem alergia a algum medicamento, o primeiro passo é notificar a presença de sintomas após a introdução de uma nova medicação.

Falando sobre os sinais e sintomas, a alergista explica que são variados e com diferentes formas de apresentação. As reações podem ser imediatas, entre uma a seis horas após o uso da medicação. Placas vermelhas no corpo, coceira, inchaço de lábios, pálpebras e língua, espirros, coriza, coceira  nos olhos e nariz, cansaço, tosse seca, falta de ar, até reações mais graves como anafilaxia com risco de morte.

“Existem também as reações tardias, que ocorrem dias e até semanas após o uso da medicação, e incluem reações leves, como um aspecto ‘grosseiro’ na pele, mas também as denominadas farmacodermias graves, podendo ocorrer bolhas, descolamento da pele, descamação e envolvimento de outros órgãos como rins e fígado”, aponta doutora Carolina.

A especialista reforça a importância de procurar ajuda médica para o tratamento imediato dos sintomas. Posteriormente, deve-se encaminhar o paciente para o especialista para investigação individualizada e confirmação do diagnóstico, identificação da droga responsável pela reação, e, em alguns casos, definição de uma droga alternativa eficaz e segura.

 

Foto por Ana Paula Grechi

 

 



Jessica Castelo

Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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