Apesar de mais comum em adultos, dengue pode atingir as crianças

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A dengue é uma doença que afeta predominantemente adultos jovens, ou seja, indivíduos entre 20 e 40 anos. Entretanto, as crianças também podem ser afetadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Segundo o pediatra Leandro Tavares, do Hifa, o diagnóstico da dengue é difícil em crianças, pois muitas vezes a infecção não produz sintomas, ou os sintomas são inespecíficos, sendo confundidos com outras infecções virais comuns na faixa etária pediátrica.

Conforme elucida o especialista, na maioria das vezes a dengue é assintomática, ou seja, não produz qualquer sintoma. Porém, nas crianças, são comuns sintomas inespecíficos, tais como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e articulações, sonolência, recusa alimentar, vômitos, diarreia, dor abdominal, manchas pelo corpo e prurido, de duração de até sete dias.

“Uma característica típica da dengue clássica é a ausência de sintomas respiratórios, como tosse, congestão nasal e dor de garganta, que são comuns na gripe ou outras infecções das vias aéreas”, expõe o médico. “É muito importante estar atento aos principais sintomas de dengue para iniciar o tratamento de suporte o mais rápido possível”, alerta.

Quando não tratada – relata o pediatra – a dengue tende a evoluir para quadros graves de difícil reversão, com hemorragias e choque, podendo levar até mesmo ao óbito. Vale ressaltar, ainda, a importância do esforço coletivo para eliminar os criadouros do transmissor da doença, o Aedes aegypti, pois é a principal forma de evitar epidemias e desfechos desfavoráveis.

O tratamento

O tratamento da dengue é de suporte, orientado pelo médico. Nos casos sem sinais de gravidade, baseia-se na hidratação precoce e abundante em domicílio, feita por soro de reidratação oral e líquidos caseiros. Medicamentos para febre, dor, vômito ou prurido podem ser utilizados. Não se recomenda o uso de anti-inflamatórios, ácido acetilsalicílico, corticoides e antibióticos. A sinais de alarme ou dengue com manifestações hemorrágicas ou de choque, o tratamento deve ser realizado em unidade hospitalar.



Jessica Castelo

Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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