Conheça o trabalho de casal de cardiologistas em Cachoeiro de Itapemirim

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Dr. Paulo José – Fotos por Erika Medeiros

Dra. Andressa Mussi

Os cuidados com a saúde cardiovascular da população Sul capixaba estão em ótimas mãos. Hoje, podemos afirmar com propriedade que Cachoeiro conta com uma equipe médica extremamente dedicada e competente, além de um arsenal poderoso quando o assunto é tecnologia em equipamentos de ponta.

Pioneiros na região, os cardiologistas Paulo José Ferreira Soares (intervencionista) e Andressa Mussi Soares (cardiopediatra) vêm desempenhando um serviço de excelência junto a outros grandes profissionais do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim. No mês dos médicos, que têm seu dia celebrado em 18 de outubro, nosso município pode comemorar: hoje, o HECI é referência na área de cardiologia, e não deixa nada a desejar para grandes centros de saúde.

Um dos principais focos do trabalho do casal é a Cardiologia Intervencionista. Trata-se de uma área que vem crescendo muito nos últimos anos, pois possibilita o médico especialista e sua equipe a realização de diversos procedimentos através de cateter sem necessidade de cortes ou cirurgia à céu aberto, de maneira segura e efetiva para os pacientes desde neonatos até idosos. Conforme revelam os especialistas, são inúmeros os procedimentos que podem ser realizados na sala de hemodinâmica pelo cardiologista intervencionista.

A cardiologista pediátrica ressalta, por exemplo, que nas cardiopatias congênitas vários defeitos estruturais podem ser fechados por próteses implantadas nos laboratórios de hemodinâmica, como as comunicações interatriais (CIA) ou interventriculares (CIV). Além disso, válvulas estenóticas podem ser abertas com cateteres-balão, como as estenoses de valva pulmonar ou aórtica.

Doutora Andressa aponta ainda: “Stents podem ser implantados em canal arterial, muitas vezes salvando a vida de recém-nascidos cianóticos – aqueles bebês que nascem com cor ‘azulada ou roxa’ -, ou mesmo em artérias pulmonares estenóticas. E os avanços não param por aí: “ainda existem os procedimentos híbridos, onde cirurgião cardíaco e cardiologista intervencionista trabalham conjuntamente numa mesma intervenção”.

Falando sobre a evolução na cardiologia intervencionista, doutor Paulo José destaca que alguns pacientes apresentam acidente vascular isquêmico (AVC) por terem forame oval patente (FOP), o que possibilita algum êmbolo (coágulo) se deslocar de algum local do corpo e atravessar através do FOP para o cérebro deste paciente. “Nestes casos, é comprovadamente benéfica a oclusão deste FOP com próteses específicas na sala de hemodinâmica, evitando novos AVC’s”, revela.

Ainda outro procedimento de extrema relevância na área é a oclusão do apêndice atrial esquerdo em pacientes com arritmia cardíaca, ou fibrilação atrial, que não toleram o uso de anticoagulantes para evitar a formação de coágulos e, consequentemente, um AVC. Os médicos explicam que um implante transcateter de bioprótese de valva aórtica (TAVI) tem sido utilizado amplamente ao redor do mundo, em pacientes com estenose aórtica grave sem condições de realizar cirurgia cardíaca.

“Esse procedimento é capaz de devolver a vida aos pacientes mais idosos que apresentam uma grande limitação devido à gravidade da doença cardíaca. Muitos desses idosos, inclusive, voltam a ter uma vida ativa, a dançar, se exercitar e ganham valorosos anos ao lado de sua família”, comemoram os cardiologistas do HECI.

Para os pacientes com lesões residuais, como insuficiências perivalvares mitrais ou mesmo insuficiência pulmonar no pós-operatório de Tetralogia de Fallot, outros procedimentos podem ser realizados – afirmam os profissionais. “Em pacientes com grave insuficiência mitral e disfunção ventricular esquerda, que não têm condições cirúrgicas, consegue-se fazer uma plastia na valva mitral com um Mitraclip através do cateter, sem a necessidade de corte ou cirurgia com bomba de circulação extracorpórea”, expõem.

Vale ressaltar que as mais avançadas técnicas e os mais modernos equipamentos não fazem todo o trabalho. Para isso, conforme bem ressaltam os doutores Paulo José e Andressa, é necessário um time do coração – como é o caso da equipe que coordenam no Hospital Evangélico. Além disso, reciclar os conhecimentos para estar sempre a par das novidades é de suma importância.

Para o mês dos médicos ficar ainda mais especial, eis a novidade: “Está chegando em outubro uma nova máquina de hemodinâmica no HECI, a fim de proporcionar ainda mais infraestrutura aos capixabas que necessitam de cateterismo cardíaco ou intervenção terapêutica por cateter”, contam com orgulho os especialistas.

Os números do país

  • 300 mil pacientes com infarto ao ano no Brasil;
  • A cada 11 minutos, uma mulher tem infarto agudo do miocárdio;
  • A cada ano, nascem cerca de 30 mil crianças com cardiopatia, sendo que 80% necessitam de cirurgia e metade destas precisam operar ainda no primeiro ano de vida.

 

Dra. Andressa Mussi e Dr. Paulo José Soares atendem na AV. Francisco Lacerda de Aguiar, 177, edifício Arpoador – salas 404/405 – bairro Gilberto Machado, Cachoeiro de Itapemirim. Telefones: (28) 3511-6379/3027-8737/99978-9338.



Jessica Castelo

Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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