Fonoaudiologia tem papel fundamental na Síndrome de Down

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Foto: Jonathan Lessa

21 de março é o Dia Nacional da Síndrome de Down. A data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade. Vale ressaltar que as crianças com síndrome de Down possuem um grande potencial a ser desenvolvido. Elas precisam, contudo, de mais tempo e estímulo da família e de especialistas para adquirir e aprimorar suas habilidades.

A fonoaudióloga Jakliny Scarpi, da clínica Fonocenter, revela que uma boa estimulação realizada nos primeiros anos de vida é fundamental para a aquisição de capacidades em diversos aspectos, como desenvolvimento motor, comunicação e cognição. “Por isso o acompanhamento fonoaudiológico deve começar desde o nascimento, e é de longo prazo. Sua regularidade e seu enfoque, no entanto, vão variar, dependendo das necessidades dos pais e das crianças em diferentes fases da vida”, diz.

Conforme elucida Jakliny, trata-se de um trabalho amplo que inclui tanto a parte da fala em si, como a preparação da musculatura para que a criança possa desenvolver a fala. Com relação à musculatura facial, o profissional deverá acompanhar e avaliar o desenvolvimento das estruturas, suas características, relacionadas ou não à síndrome, e suas consequências.

Além disso, é importante atuar no modo como a criança se alimenta (sucção, mastigação e deglutição) e, sobretudo, na coordenação dessas funções com a respiração. “Com o crescimento da criança, essas estruturas também mudam, bem como suas funções. Por conta disso, o trabalho do fonoaudiólogo visa uma boa nutrição e desenvolvimento das estruturas orofaciais”, ressalta a profissional.

De acordo com a fonoaudióloga, é importante ressaltar fatores primordiais para que a comunicação ocorra: a construção da linguagem e sua relação com as áreas de desenvolvimento humano (neuropsicomotor, cognitivo, emocional e social). “Para estimular o desenvolvimento cognitivo e de linguagem, são necessárias intervenções diferentes em cada fase da criança”, explana.

Ainda segundo Jakliny, as crianças começam a entender antes de conseguir se expressar com palavras, ou seja, a linguagem receptiva é mais lenta que a expressiva. “A intervenção fonoaudiológica termina quando a pessoa que tem síndrome de Down tiver condições para comunicar o que pensa e sente sem dificuldades de compreensão, e que tenha condições de interagir e conquistar seu espaço na sociedade”, completa.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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