Nutricionista dá dicas para aumentar a imunidade de seus filhos

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A boa alimentação ajuda nosso organismo a ficar forte contra vírus e bactérias. Não existe alimento ou suplemento milagroso que evite a contaminação ou trate o Coronavírus. Porém, com a alimentação equilibrada, fortalecemos nosso sistema imune para que ele fique competente a fim de lutar contra os invasores.

Conforme elucida a nutricionista Júlia Dourado, a base para o aumento da imunidade é a alimentação natural. “O corpo humano evoluiu para receber comida e não ‘produto alimentício’ industrializado. Quando baseamos nossa alimentação, principalmente os lanches, em biscoitos, bolos prontos, farinha branca e bebidas com açúcar, enfraquecemos nosso sistema imune”, explica.

Além disso, a profissional enfatiza que o diabetes e a hipertensão, que são fatores de risco para o Coronavírus, podem ser prevenidos e tratados com a boa alimentação. “Nessa época de prevenção, devemos incluir em todas as refeições alimentos como frutas, vegetais, ovos, carne, castanhas e azeite. Eles têm nutrientes como fibras, antioxidantes, vitaminas A, C, D e E, zinco, cobre, selênio e ácido fólico, que melhoram a barreira intestinal, aumentam a atividade de células imunes e evitam danos oxidativos às células imunológicas”, orienta.

Meu filho não come frutas e vegetais. Como melhorar o sistema imune dele?

A orientação de doutora Júlia é transformar os alimentos que a criança já come, de forma simples. “Por exemplo: A criança gosta de biscoito e bolo no café da manhã, e arroz e carne no almoço. Em vez de comprar o biscoito e o bolo prontos, vamos doar um pouco do nosso tempo em prol da saúde do nosso filho e fazer em casa esses alimentos de forma fácil”, propõe.

Na receita disponibilizada pela nutricionista (veja o box), note que há diversos alimentos naturais em apenas uma receita de biscoito. “Da mesma forma, no bolo, podemos reduzir metade do açúcar e bater meia xícara de uvas passas no liquidificador, junto com a massa; podemos reduzir a farinha de trigo e adicionar algumas colheres de farinha de aveia, farinha de amêndoa, ou farinha de linhaça dourada”, indica.

No almoço, a dica da profissional é refogar, juntamente com o arroz, a quinoa em grãos ou um pouco de couve-flor bem trituradinha no multiprocessador. Esses vegetais vão “sumir” no arroz e seu filho estará melhor nutrido. “Só de fazer essas modificações, já adicionamos fibras, prebióticos e muitos nutrientes, como selênio, vitamina E e zinco”, revela.

A principal arma nutricional que podemos usar para fortalecer nosso sistema imune, de acordo com doutora Júlia, é inserir mais alimentos naturais em todas as refeições e retirar os industrializados. “Dica de ouro: Não tenha em casa aquilo que não deseja que você e sua família consumam. Em contrapartida, tenha boas opções naturais e saudáveis! Nosso corpo e nosso sistema imune agradecem (e muito!)”, completa.

Cookies saudáveis

– 1 ovo;

– ½ xícara de açúcar demerara ou xilitol;

– 1 xícara de farinha de aveia;

– ½ xícara de farinha de arroz;

– 2 colheres de sopa rasas de farinha de linhaça dourada;

– 3 colheres de óleo de coco ou azeite;

– 1 colher de chá de fermento químico;

– 1 pitada de sal;

– 4 tabletinhos de chocolate 70%;

– Opcional: 1 colher de sopa de cacau em pó 100%. 

Modo de fazer: Bater o ovo com garfo. Misturar o açúcar e o óleo de coco/azeite e homogeneizar. Adicionar as farinhas, o cacau (se quiser) e a pitada de sal e homogeneizar. Adicionar o fermento e mexer delicadamente (pode usar as mãos para homogeneizar). Unte dois tabuleiros com azeite. Molde os cookies com as mãos, coloque pedacinhos de chocolate 70% em cima e asse em forno médio por 15 a 20 minutos.

 

Julia Khéde Dourado Villa Caliman

Nutricionista – UFES

Mestre em Ciência da Nutrição – UFV

Doutora em Bioquímica Aplicada – UFV

Endereço: Av. Francisco Lacerda de Aguiar, 177. Edifício Arpoador, sala 803 – Clínica Em.Si – Gilberto Machado, Cachoeiro. Contato: (28) 99925-8280.

Instagram: @drajuliadourado.nutri.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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