Semente de chia é aliada de quem deseja ter uma alimentação saudável

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A semente de chia é utilizada pelo povo Asteca há centenas de anos e, atualmente, é cada vez mais famosa e consumida entre as pessoas, principalmente aquelas que buscam uma alimentação mais saudável. E não é à toa que o uso da chia vem sendo cada vez mais difundido, pois sua composição nutricional é excelente. A doutora em Ciências da Nutrição Mariana Grancieri apresenta a seguir os principais benefícios dessa poderosa sementinha.

 

1- É a mais rica fonte vegetal de ômega-3. Este é aquele famoso lipídeo encontrado nos peixes, como salmão e atum e que é relacionado, principalmente, à proteção cardiovascular.

2– Possui maior teor de proteína que outras fontes comumente usadas, como milho, trigo e arroz. Estas proteínas (como proteínas de outras fontes) ajudarão no metabolismo de muitas funções no organismo, como hormônios, formação de cabelo, pele, sinalização celular, etc.

3– Contém baixíssimo teor de carboidratos. Desse modo, os picos de glicemia e a ativação de insulina após seu consumo são baixos.

4– Elevada concentração de fibras, sendo estas as responsáveis por aquele gel que se forma ao redor da semente quando em contato com a água. A chia contém, principalmente, fibras do tipo insolúveis, as quais colaboram com o funcionamento adequado do intestino, aumentam a saciedade, auxiliam na redução do colesterol e na absorção de vitaminas e minerais. Porém, atenção: tais benefícios dependem da correta ingestão de água ao longo do dia.

5– Rica fonte de micronutrientes, como cálcio, fósforo, potássio, vitamina E, B2, B1 e muitos compostos antioxidantes, como flavonoides.

Conforme salienta doutora Mariana, esta exímia composição nutricional é extensivamente estudada e relaciona-se diretamente aos inúmeros benefícios à saúde observados pelo consumo de chia. “Foi constatado em muitos estudos que o consumo diário de chia, aproximadamente 30 gramas (cerca de duas a três colheres sopa) reduziu triglicerídeos, elevou HDL (bom colesterol), reduziu a pressão arterial, peso corporal e percentual de gordura corporal de pacientes obesos e com sobrepeso, além de efeitos hipoglicêmicos e antioxidantes em adultos”, relata.

Além das evidências clínicas – expõe a especialista – efeitos benéficos também foram observados em estudos experimentais com animais e em células. Muitos destes estudos são respeitosamente desenvolvidos no Brasil, incluindo a Universidade Federal de Viçosa, onde doutora Mariana realizou seu Doutorado em Ciências da Nutrição.

Em seu doutorado, doutora Mariana avaliou de modo inédito na Ciência o efeito da proteína de chia em células, num estudo desenvolvido nos EUA. Foram observados efeitos antioxidantes, anti-ateroscleróticos, anti-inflamatórios e anti-adipogênicos. Estudos estes que estão se estendendo com animais no Brasil.

“Porém, apesar dos resultados promissores encontrados nos estudos com chia, é preciso cautela e não esperar resultados milagrosos apenas com o consumo desta. Um estilo de vida saudável, associado a uma alimentação equilibrada e correta hidratação são essenciais para a chia atuar como coadjuvante nos benefícios à saúde”, ressalta.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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