Osteoporose gera fraturas vertebrais de compressão

520

De acordo com a Fundação Nacional de Osteoporose, ocorrem anualmente cerca de 700.000 fraturas vertebrais de compressão (VCF), somente nos Estados Unidos. Um em cada três pacientes apresenta um evento agudo de dor. A condição ocorre, habitualmente, no meio da coluna com uma distribuição normal de curva de sino. Em consequência, a forma e resistência da coluna podem ser alteradas permanentemente.

Com relação ao diagnóstico, o ortopedista Aldo Calado informa que uma radiografia da coluna geralmente confirmará a presença de uma VCF. “Poderão ser realizados exames como Tomografia Computadorizada (TC) para determinar se existem riscos neurológicos decorrentes da fratura. Um exame de cintilografia óssea é frequentemente realizado para determinar a idade da fratura”, relata.

Doutor Aldo explica que o exame de Ressonância Nuclear Magnética é hoje considerado padrão para diferenciar fraturas vertebrais osteoporóticas daquelas determinadas por infiltração tumoral. “Nos casos em que após a Ressonância ainda existir dúvida quanto ao diagnóstico da causa da fratura, deverá ser realizada biópsia, preferencialmente guiada por Tomografia”, completa.

Segundo o especialista, o tratamento clínico com medicações analgésicas, redução no nível de atividade e órteses têm sido historicamente prescrito para VCF. “Entretanto, muitos pacientes não respondem a isso e ficam com dor persistente e mobilidade limitada. Adicionalmente, o tratamento clínico não restabelece o alinhamento espinal, nem a altura vertebral”, revela.

Procedimento minimamente invasivo para tratar fraturas na coluna vertebral, a vertebroplastia é uma opção quando o tratamento conservador falha. “Apesar de haver controvérsias sobre a mesma, a literatura tende a aceitar que a vertebroplastia confere alívio da dor, geralmente dentro de 72 horas do procedimento, em cerca de 70% a 90% dos pacientes, sendo esse resultado sustentado por pelo menos um ano”, relata o ortopedista.

Tratamento preconizado

  • Órteses tipo OTLS para fraturas torácicas e lombares altas ou tipo Putti para fraturas de L4 ou L5, por um período de três a quatro meses nos casos de fraturas agudas ou por apenas algumas semanas nos casos crônicos, somente para alívio da dor;
  • Tratamento da osteoporose conforme descrito previamente com uso de alendronato, carbonato de cálcio e opcionalmente anabolizantes. A reposição hormonal é discutível e depende de avaliação do ginecologista;
  • Tratamento da dor com analgésicos, calcitonina, opióides em caso de necessidade e anti-inflamatórios quando não houver contra-indicações;
  • Fisioterapia para manutenção do trofismo e evitar maior perda óssea e muscular;
  • Controle radiológico seriado;
  • Estímulo à prática de atividade física após a consolidação da fratura;
  • Profilaxia de novas fraturas mantendo o tratamento da osteoporose, praticando atividade física e adaptando a moradia do idoso para torná-la mais segura;
  • Vertebroplastia para casos de falha do tratamento conservador por pelo menos três meses.

Foto: Erika Medeiros



A revista Viver! é publicada mensalmente há mais de 17 anos com circulação no Espírito Santo. Trata-se de uma das mais importantes revistas de saúde do Brasil, com centenas de especialistas em prol do dilema "Informação que faz bem".


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *