Exame per-operatório agiliza tratamento do paciente cirúrgico

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O exame per-operatório, frequentemente referido apenas como “exame de congelação”, é um procedimento anatomopatológico rápido, realizado, geralmente, no centro cirúrgico. Trata-se de um exame imediato, feito quando o médico patologista estuda uma amostra de tecido durante o procedimento cirúrgico, ainda com o paciente anestesiado. Vale ressaltar que tal procedimento não elimina a necessidade do exame histopatológico convencional posterior, para que os seus achados sejam confirmados.

De acordo com a médica patologista Maria Clara Reder, do laboratório PACI, as principais indicações do exame per-operatório são: orientar a conduta cirúrgica, pelo diagnóstico imediato das lesões (usualmente neoplasias malignas); avaliar as margens cirúrgicas no caso dos tumores malignos; verificar se existe tecido suficiente para exames posteriores futuros do ponto de vista quantitativo e qualitativo; identificar metástases em linfonodos (principalmente em carcinomas de mama e melanomas) e avaliar órgãos antes de transplantes.

Explicando o funcionamento do exame, a especialista esclarece que durante o procedimento o patologista congela a amostra da lesão obtida pelo cirurgião, com gás CO2. O material congelado é então seccionado em um micrótomo, em delgadas fatias muito finas e transparentes, que são estendidas em lâmina de vidro para então serem coradas. Em seguida, o patologista examina, no microscópio óptico, a lâmina corada e consegue determinar, na maioria das vezes, a natureza da lesão (benigna ou maligna).

“O patologista usa também o exame macroscópico (a olho nu) e citopatológico para a conclusão diagnóstica. O fragmento estudado é sempre encaminhado, posteriormente, para o processamento convencional de fixação e inclusão em parafina, como acontece com todas as biópsias e peças cirúrgicas”, expõe doutora Maria Clara.

Os benefícios

O diagnóstico estabelecido pelo patologista no exame per-operatório, ajuda na decisão do cirurgião, de modo a favorecer o paciente. Ou seja, evita a retirada completa de um órgão sadio, agiliza e otimiza o tratamento, ou ainda impede que células cancerosas permaneçam no paciente e causem problemas ou recidivas, mais tarde.

O Paci – Laboratório de Patologia, possui patologistas experientes e bem treinados, além de possuir todo o equipamento técnico necessário para a realização desse tipo exame.



Jessica Castelo

Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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