Saiba como funciona a radioablação no tratamento do câncer de fígado

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Texto e foto: comunicação HECI

O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) é o único hospital referência em tratamento e cirurgia oncológica em todo sul do Espírito Santo a realizar um procedimento inovador ainda pouco usado e pouco conhecido. A Radioblação é uma técnica relativamente nova, teve seu nascimento na década de 90 e vem se desenvolvendo ao longo desses anos.

A técnica consiste em posicionar uma agulha através de uma punção na pele do abdome do paciente até o interior do tumor, guiada por imagens de ultrassonografia ou tomografia computadorizada. A agulha é conectada a uma fonte de energia que gera calor, promovendo a destruição do tumor. Não são necessários cortes ou qualquer tipo de incisão e em pouco tempo, o paciente tem alta hospitalar.

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo e hepatobiliopancreático Rogério Dardengo, o método é comumente usado em metástases de tumor colorretal e em carcinoma hepatocelular, também conhecido como CHC, que é o tumor primário de fígado. “Muitas vezes o paciente é encaminhado a outro serviço em outra cidade, gerando um transtorno desnecessário para o paciente e seus familiares. No Espírito Santo, somente o Hospital Evangélico e Vitória realizam esse procedimento”, revela.

Apesar de ser um procedimento cheio de benefícios e aprovado pela Agência Nacional de Saúde, as agulhas não são disponibilizadas pelo SUS.  “Não existe ainda um caminho facilitado pelo Governo o que nos impede de realizá-lo com mais frequência”, lamenta doutor Rogério.

Os pacientes que passam por ele são particulares, convênios ou via judicialização. O HECI realiza, em média, 30 cirurgias de tumores hepáticos por ano. O método não é indicado em todos os casos. “Quando o paciente e tumor são possíveis de radioblação, a gente tenta sempre disponibilizar ao paciente, pois os benefícios são muito significativos”, comenta o especialista.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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