Ingerir muito sal prejudica os rins e pode causar hipertensão

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Dr. Guilherme Athayde – foto por Jonathan Lessa

De maneira geral, os rins são responsáveis por eliminar as toxinas do sangue por um sistema de filtração, além de regular a produção de glóbulos vermelhos e a pressão sanguínea. A alimentação é essencial para preservar a saúde dos rins, e o excesso de sal e proteína são os maiores vilões do funcionamento renal.

“Quando uma pessoa ingere muito sal, essa substância se acumula no sangue e no fluido extracelular – ou seja, fora das células do corpo. Para manter o equilíbrio, o corpo acaba retendo mais água e essa absorção faz aumentar a quantidade de sangue circulando nos vasos elevando a pressão arterial da pessoa”, revela o urologista Guilherme Athayde.

Em decorrência do excesso de sal, conforme destaca o especialista, problemas como hipertensão arterial e formação de cálculos renais estão entre as principais consequências. Falando sobre a doença renal crônica, ele explica que piora lentamente com o tempo. “Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função, geralmente, pode demorar meses a anos para ocorrer”, diz.

Segundo doutor Guilherme, os primeiros sintomas da insuficiência renal crônica, em geral, são inespecíficos. Também ocorrem com frequência em outras doenças e podem ser os únicos sinais da insuficiência renal até que ela esteja em estágio avançado. “Os principais sintomas iniciais são mal-estar geral e fadiga, prurido generalizado e pele seca, dores de cabeça, perda de peso e apetite não intencional, náuseas e mau hálito”, enumera.

Ainda de acordo com o urologista, a insuficiência renal crônica leva a um acúmulo de líquidos e resíduos no organismo (inchaço de pernas e mãos), afetado a maioria dos sistemas e funções do corpo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.

Conforme salienta o médico, tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir doenças renais. “A necessidade diária de sódio para os seres humanos é de 500 miligramas, e a ingestão de sal é considerada saudável até o limite de 2 gramas por dia. O consumo médio do brasileiro, contudo, corresponde ao dobro do recomendado”, alerta o especialista.

Além de controlar o uso de sal, as orientações de doutor Guilherme são controlar o excesso de proteína, principalmente a carne vermelha, assim como o uso de anti-inflamatórios prescritos para quem possui DRC. O risco de cálculo renal é maior em obesos, que têm mais de 40 anos, são homens ou têm histórico familiar. “Nesses casos, é importante se preocupar ainda mais com a prevenção da pedra nos rins e ingerir em média 30ml/kg de água durante 24 horas e até 2 gramas de sal ao dia”, conclui.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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