Cardiologista realiza homenagem póstuma à especialista em congresso

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No cerimonial de abertura do XXV Congresso de Cardiologia Pediátrica e Cirurgia Cardiovascular, realizado em Maceió entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro de 2018, a então presidente do Departamento de Cardiopatia Congênita e Cardiologia Pediátrica (DCC/CP), doutora Andressa Mussi Soares, teve a honra de homenagear a fundadora deste departamento em 1973, doutora Rachel Snitcowiski.

A homenagem foi regada de muita emoção e admiração pelos 814 congressistas, ao serem relatadas pela cardiologista pediátrica Andressa Mussi as origens históricas da construção do departamento de cardiologia pediátrica nos idos de 70. “Doutora Rachel Snitcowiski foi uma mulher à frente de seu tempo. Mineira, natural de Juiz de Fora, nasceu em 1936, com cardiopatia congênita cianogênica, Tetralogia de Fallot, também conhecida como doença do bebê azul”, relata doutora Andressa.

Ainda conforme relata a cardiopediatra, doutora Rachel foi operada aos oito anos de idade numa vinda do doutor Blalock ao Brasil. Com apenas esta cirurgia paliativa viveu por 60 anos, até ser submetida a uma nova cirurgia cardíaca devido a necessidade de uma revascularização miocárdica em 1996.

“Sua trajetória foi notável, formada pela faculdade de medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) em 1960, especializou-se em cardiologia na PUC do Rio de Janeiro e no Instituto Nacional de Cardiologia Dr. Aloysio de Castro. Além disso, fez estágio de aperfeiçoamento na Universidade de Illinois, em Chicago, de 1968 a 1970”, comenta a médica.

Após seu retorno – acrescenta doutora Andressa – fixou-se no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, onde permaneceu até 1996. Teve uma vasta contribuição científica, mestrado, doutorado, além da coeditoria de um célebre livro em Cardiologia Pediátrica em 1983. Foi guia dos jovens residentes da Cardiologia Pediátrica do InCor, que a admiravam e respeitavam profundamente.

“A voz de doutora Rachel se calou em 12 de agosto de 1996, porém, os corações de todos os que a conheciam continuaram a ouvir o coração desta grande mulher, símbolo de força, sabedoria e dedicação pelos pacientes e pela medicina. O seu maior legado é o seu exemplo de vida”, revela a cardiopediatra.

Doutora Rachel Sniticowisky se tornou um símbolo perene da cardiologia pediátrica no nosso país, motivo pelo qual foi homenageada no ano em que o congresso completa 25 anos. Prof. Dr. Edmar Atik, outro grande mestre da Cardiologia Pediátrica que conviveu com doutora Rachel por longa data no InCor, recebeu a homenagem representado a instituição (HCFMUSP).



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