Mastite acomete cerca de 10% das mulheres que amamentam

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Dr. Anderson Zerbone

Inflamação do tecido mamário, a mastite, em geral, é acompanhada por uma infecção bacteriana. O principal tipo de mastite, conforme explana o mastologista e cirurgião oncológico Anderson Zerbone, é o lactacional, ou seja, associado à amamentação. “Estima-se que ocorra em cerca de 10% das mulheres que amamentam, e está associado a algum grau de dificuldade de aleitamento, acúmulo de leite nos ductos da mama, bem como lesões do mamilo (fissuras)”, revela.

Ainda de acordo com doutor Anderson, a mastite na lactante pode ocorrer quando bactérias da pele da mulher e da boca do recém-nascido penetram pelos ductos mamários ectasiados de leite, encontrando aí um local propício para proliferação, causando assim uma infecção.
Apesar de ser mais comum em mulheres amamentando, o quadro pode surgir em outras situações. “A mastite não lactacional é menos comum, sendo o principal tipo a mastite periductal, quando associada à inflamação dos ductos principais, próximos da aréola”, respalda o especialista. “É muito relacionada ao hábito de fumar e denominada abcesso subareolar recidivante, podendo acontecer também em homens”, diz.
Outro tipo de mastite comum, segundo o mastologista, é a granulomatosa idiopática, de causas desconhecidas. Além de mastites causadas por fungos e tuberculosas; nesses casos, sendo diagnosticadas por biopsias e tendo tratamentos específicos. Vale ressaltar que esses tipos também podem acometer homens.
No que se refere aos sintomas da mastite, o médico explica que o principal é a dor local e intensa. Outros sinais são o aumento da temperatura local, vermelhidão da pele e aumento do volume da mama, associado quase sempre à febre e queda do estado geral. Na presença dos sintomas, o mastologista deve ser consultado.
“O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, por biopsias e cultura para comprovação diagnóstica do agente infeccioso e do tratamento adequado”, explana o especialista. “Alguns casos atípicos devem ser analisados cuidadosamente por um especialista, buscando diagnóstico diferencial com doenças neoplásicas”, completa.
O tratamento das mastites lactacionais, de acordo com doutor Anderson, é feito com antibióticos e anti-inflamatórios adequados. Muitas vezes o procedimento cirúrgico pode ser necessário para drenagem de abcessos e fístulas mamárias. “As mastites crônicas ou incomum devem ser avaliadas cuidadosamente por um especialista para seu diagnóstico assertivo e tratamento adequado”, ressalta.



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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