Objetivo da reposição hormonal é envelhecer com qualidade de vida

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A menopausa é a data da última menstruação. Antes que acabe a menstruação, geralmente ocorrem irregularidades no ciclo menstrual acompanhadas de vasodilatações no tronco e face. Trata-se dos fogachos. De acordo com o ginecologista Walfran Liparizi, especialista em menopausa e medicina regenerativa, estes durante a noite fazem o sono ficar sem qualidade. “Ocorre também a sudorese fria; são sintomas iniciais que indicam a chegada da menopausa”, diz.

Conforme explica o médico, os sintomas não são semelhantes em todas mulher. “Muitas não sentem os fogachos e os seus sintomas iniciais são uma secura na vagina com diminuição do desejo sexual, sua pele fica seca e os cabelos sem vida, dentre outros sinais”, revela.

Mas será que todas as mulheres pós-menopausa devem fazer a reposição hormonal? Segundo o ginecologista, a proposta deve ser apresentada para todas as mulheres e realizada nas que fizerem a opção de repor. Salvo as que possuem contraindicações absolutas como: Doença hepática e biliar, câncer de mama, câncer de endométrio, porfiria, sangramentos genitais de causa desconhecida, doença tromboembólica, lúpus eritematoso sistêmico, doença coronariana, dentre outras.

No que diz respeito aos métodos, doutor Walfran relata que opções não faltam. “São vários os métodos de reposição disponíveis que podemos citar: Hormônios sintéticos (mais populares produzidos pela indústria farmacêutica) e hormônios isomoleculares (produzidos pele indústria farmacêutica e farmácias artesanais). Estas reposições podem ser feitas por via oral, via intramuscular, via transdérmica, via intravaginal e implantes subcutâneos”, expõe o especialista, que completa: “Eu pessoalmente dou preferência por prescrever a reposição isomolecular, evitando a primeira passagem hepática. Então minha primeira indicação são as vias transdérmicas e implantes subcutâneos”.

Mais eficiência

Conforme elucida doutor Walfran, os implantes subcutâneos são mais eficientes por serem de baixa dosagem e de longa duração, fazem a liberação constante do hormônio de maneira fisiológica e não dependem da paciente para sua aplicação regular. “Na via transdérmica temos alguns contrapontos como uso irregular, esquecimentos e absorção insuficiente da fórmula (10 a 20% das pessoas não absorvem); temos farmácias no mercado com manipulações de matérias primas inferiores para baratear o custo”, explica o especialista, concluindo: “Envelhecer todos nós iremos, o objetivo principal da terapia de reposição hormonal é envelhecer com qualidade de vida”.

 

Dr. Walfran Liparizi atende na Avenida Francisco Lacerda de Aguiar, 22, Ed. Pasteur, 2º Andar (Sala 202) – Centro, Cachoeiro de Itapemirim. Contatos para agendamentos: (28) 99992-4658/ 3521-0345. E-mail: walfranlg@gmail.com



Editora da revista Viver!, uma das mais importantes revistas de saúde do país. A publicação Sul capixaba circula mensalmente há mais de 17 anos.


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